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iTUGGA

Blog de um português...

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Marega!?

Sou contra todo o tipo de racismo, mas fico admirado por defendermos mais um jogador de futebol que "ouve sons", do que uma mulher, fisicamente agredida por um polícia racista. Pois é, a mulher cometeu um crime: queria andar de autocarro sem pagar bilhete. Logo não é racismo, teve o que merecia. Somos um país estranho... aliás, somos um país com racistas (mas não gostamos que nos lembrem disso).

Millenials...

Millennials-1280x620-1240x620.jpg(imagem: retirada da net)

 

Acreditam acima de tudo no seu sucesso profissional, acham que são cidadãos de excelência. São a favor do aborto e da eutanásia. Compram online, mas são forretas - apesar de gastarem bastante em tecnologia. Não querem comprar casa, mas querem sair da casa dos pais o mais cedo possível. Este é o retrato geral, mas são estes Millenials, que olham mais rapidamente para o smartphone que temos, do que para o rabo de uma senhora "jeitosa" que se debruça à sua frente, para apanhar as chaves que deixou cair!!! E não creio que seja por educação. Qualquer dia teremos sexo em RV....

Sobre o bébé encontrado no lixo - mais importante que punir é salvar

tenda sem abrigo.jpg

Por estes dias escrevi sobre os sem abrigo que povoam a cidade de Lisboa e a sua miséria económica e social. Nunca me passou pela cabeça que por estes dias uma sem abrigo de nome Sara com 22 anos bate-se tão fundo na miséria moral, ao ponto de deixar o filho recém-nascido num caixote do lixo. Já foi indiciada por homicídio qualificado na forma tentada, ficando a aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva e pagará pelo seu crime. O seu crime é hediondo, mas muito antes de a punir, deveríamos tê-la salvo. Sara que vivia num cenário de pobreza e miséria habitava numa das tendas que estão montadas junto ao Terminal de Santa Apolónia, bem perto do local onde o bebé foi encontrado por um sem abrigo, supostamente seu conhecido das ruas. Não tem antecedentes criminais e agiu sozinha.

Como é possível, que alguém que vivia numa tenda no meio da rua, nunca tenha pedido ajuda a alguém pela sua situação!? No outro lado da moeda ( nós a sociedade no geral ): como foi possível as autoridades que acompanham os sem abrigo - polícia, IPSS, voluntários, etc - não tenham sinalizado que estava grávida!??  O que esta mãe terá sofrido para manter esta maternidade invisível e sofrida!!?  Este bebé não nasceu, foi parido e graças à sorte, muito bem parido, pois nasceu saudável e cheio de vontade de viver. A seguir, a mãe coloca-o no lixo. A mãe cometeu esse erro que vai pagar caro, mas o que a levou a cometer esse erro? Se a sociedade no geral a tivesse ajudado, provavelmente não teria cometido tal erro. Erro que estamos todos prontos para julgar, esquecendo que o erro maior foi nosso, quando deixámos que tal acontece-se em pleno século XXI. Antes de a punir deveríamos tê-la ajudado...

 

"Bem-vindo Puto" - e agora?

O recém-nascido que foi retirado de um caixote do lixo por dois - sim, foram dois sem abrigo -  e que foi transportado para o Hospital D. Estefânia está bem de saúde. Mas, e agora? Sem se saber quem fez tal maldade a um recém nascido e sem saber se tem família, o que poderá acontecer? O hospital poderá ficar com a criança até o Estado encontrar um lugar onde o acomodar, mas não cabe ao hospital ficar com a tutela do recém nascido. Cabe agora ao sistema judicial tomar uma decisão, depois de sinalizado pelos serviços sociais.  Como não se conhecesse familiares deve ser acolhido num lar da Segurança Social e consequentemente  adoptado por alguém que lhe dará o amor que lhe faltou à nascença.

 

Mas há um senão. Segundo os especialistas poderá demorar um ano até o bébé chegar a uma família... burocracias e análise de casais que possam criâ-lo como um filho são as causas. Um ano?? Tanto tempo!?? Por outro lado, pergunto-me, se a mãe aparecer ou algum familiar, como ficará o processo de adopção??? 

"Bem-vindo puto" - recém-nascido encontrado no lixo em Lisboa

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O INEM publicou hoje, na rede social Instagram, a imagem de um recém-nascido que foi retirado de um caixote do lixo por um sem abrigo, na Avenida Infante D. Henrique, em Lisboa. Foi transportado para o Hospital D. Estefânia num estado de fragilidade, mas com vida. Neste momento o recém-nascido "está clinicamente estável e sob observação", esclareceu já fonte hospitalar. "Bem-vindo puto", lê-se na publicação.

 

O que poderá fazer uma mãe abandonar um ser que acabou de sair de dentro dela, ainda com o cordão umbilical, dentro de um caixote do lixo. Foi para não olhar para ele e não se arrepender? Foi fruto de uma relação não consentida? Não tenho o direito de julgar tal mulher, pois não sei a sua história. O que é pior?  Ter realizado um aborto, ou ter permitido o nascimento da criança e abandoná-lo aos primeiros minutos de vida? Por momento lembrei-me do filme " O Perfume" em que a mãe da personagem principal pontapeia o filho acabado de nascer para debaixo de uma banca de peixe....

Estou velho...

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Fico chocado ao ver os "putos" e graúdos, de olhos fixos nos smrtphones sem trocar uma única palavra com a pessoa que está ao seu lado por largos períodos de tempo. Acho que é a prova que estou velho. Ainda sou do tempo em que as pessoas falavam olhando-se nos olhos, sem ecrâns pelo meio. Depois admiram-se que existam programas como o "Quem quer casar com um labrego" ou com "Quem quer casar com o meu filhos tótó". As pessoas já não sabem falar directamente umas com as outras... agora têm de ter um ecrân no meio.

O espírito natalício é muito giro, mas...

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Enquanto uns se preocupam em trocar de smartphone, ou receber como presente o melhor portátil, outros preocupam-se em fazer valer o espírito do Natal. 

Eu, na noite de 24 de Dezembro, estarei na rua a ajudar e a dar o que posso aos mais desfavorecidos, na zona da Av. Almirante Reis em Lisboa. Este é para mim o verdadeiro Natal, o espírito de partilha. Para ti, que apenas te preocupas com a roupa que vais vestir na consoada. Que apenas te preocupas com o serviço de mesa que vais usar. O que é o Natal? O que fazes pelo verdadeiro espírito de ajuda? Nada, não é. Não podes, disses tu. Ainda estás a pagar ao banco as férias no Brasil. 

Não precisas de dar nada, dá a ti próprio, as mãos e os braços para trabalhar e ajuda quem mais precisa...

 

Feliz natal, onde quer que estejas.