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iTUGGA

Blog de um português...

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Partidos com um deputado remetidos ao silêncio

Comemorou-se por estes dias 30 anos do derrube do muro de Berlim - sim, o muro foi derrubado, não caiu sozinho. Festejámos a democracia, a liberdade para falar, discordar e votar, sem constrangimentos além da Lei. Entretanto em Portugal andámos para trás 40 anos. Pretendem silênciar os partidos com apenas um deputado, como o Livre, Iniciativa Liberal e Chega que ficaram esta sexta-feira sem tempo de intervenção no próximo debate quinzenal com o primeiro-ministro.

Tudo porque o medo da antiga geringonça se tornou numa espécie de despotismo e não pretendem atribuir às novas forças políticas a mesma excepção que foi aberta para o PAN, na anterior legislatura. Pois é, o PAN é de esquerda e uma muleta de Costa. Agora há duas vozes grossas dissonantes que ecoam bem alto porque sabem passar a mensagem e isso assusta a esquerda que tudo fará para os calar. Os partidos não gostam de concorrência. Mas se, em 2015, votaram a favor para o PAN poder intervir, como é que agora vão votar contra? Sei que a incoerência não lhes tira o sono, mas há limites. Ferro Rodrigues vai permitir?

As regras da AR, algumas escritas outras de tradição, devem servir para assegurar a representatividade, impedindo que uma maioria possa calar uma ou várias minorias. A posição do PS, BE, PCP e PEV está a amordaçar a democracia.

O Governo do "jobs for the boys" que tomou posse hoje

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(by: Henricartoon)

 

O des-Governo que agora foi nomeado é o maior desde 1976. Deixou de ser uma geringonça e passou a ser um gigantone feio e grande. São 19 ministérios, 50 secretários de Estado que darão origem a 70 gabinetes - cada um com 5 a 15 boys - e que custaram aos portugueses 70 milhões de euros.

 

Mas um Governo grande, não é um grande Governo. Se há coisas em que o tamanho interessa não é com certeza no Governo. O "tamanho" deste Governo de de tal forma colossal que devia tomar posse no Estádio acional e não no Palácio Nacinal da Ajuda como é habitual. Os Ministros serão tantos, assim como os secretários de Estado que se irão atropelar uns aos outros durante a legislatura. Haverá alturas que ninguém saberá quem manda em quê. Um verdadeiro cacique que acaba em "job for the boys". Talvez com a excepção  da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, que não é militante do Partido Xuxalista. Este será um Governo de minoria, com a maioria de sempre nos gabinetes...

Eleições 2019

A união que derrotou o vencedor das eleições legislativas em 2015, já libertou os laços da “geringonça”, veremos qual o resultado de hoje.

 

Há quem julgue que pensa por si, imune aos meios de comunicação que moldam a opinião pública - alguns conseguem, mas a maioria segue o mainstream opinativo.  Independentemente da opinião ou posição política VOTEM, façam esse favor a vós próprios, porque quem não vota não deve reclamar de resultados eleitorais que não gosta.

 

 

2019 é o ano do fim da geringonça

01.11_costa-antónio-expresso.jpg(António, http://expresso.sapo.pt)

 

2019 é o ano do fim da “gerigonça”. A esquerda maioritária desmarcou-se dos parceiros logo que foi aprovado o último Orçamento da legislaturade Costa.

 

A união que derrotou o vencedor das eleições legislativas em 2015, já libertou os laços da “geringonça”. Apartir de hoje - 1 de janeiro - vêm aí 9 meses de campanha eleitoral contínua. Primeiro para as europeias a 26 de maio, depois para as legislativas de 6 outubro. Serão praticamente nove meses consecutivos de candidaturas, promessas, aldrabices, muitos quilómetros e comícios de rua. Nestes 9 meses, o Governo de Costa terá de fazer esquecer a sua péssima imagem relativa a Pedrógrão, Tancos ou Borba. Terá ainda de sacudir várias pedras que tem no sapato: Lei laboral, professores, SNS, para não falar das greves que os vários setores vão promover durante o ano. 

 

António Costa vai ter um ano difícil, apesar de estar habituado a sacudir a água do capote. Que a incompetente oposição faça o que lhe compete. Feliz 2019...

É tudo uma tourada

Sinto-me um imbecil perante as opções da geringonça em relação à cultura. A manobra do IVA da tauromaquia é mais uma para o governo estar em todos os lados nas questões mais polémicas. É a favor, e contra. Entra na arena e bate palmas à faena, mas acha mal ser transmitido na televisão! Em que é que ficamos?

 

O outro lado da questão é mais complicado. Vejamos, se eu for ao cinema desembolso 13% em IVA do valor do bilhete; se eu me lembrar de comprar um DVD tenho de contar com 23% de imposto de valor acrescentado, mas... a ala tauromáquica do PS quer fazer descer o IVA das touradas para 6%!! O mesmo valor que pago ao comprar um livro. Estou confuso, o que é mesmo cultura?

A hipocrisia da "gorda do frágil"

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Margarida Martins, a conhecida "Guida gorda" porteira do Frágil e "orientadora de chamom" aos cliente conhecidos da casa - esta malta de esquerda está sempre muito à frente - e que mais tarde se demitiu da direcção da "Abraço" por ter sido responsável por um estranho défice de mais de 250 mil euros; tendo sido apanhada com vários bens valiosos da associação em sua casa, entre os quais um quadro oferecido a associação para leilão e que decorava a sua sala, é agora presidente de uma junta de freguesia lisboeta (Arroios) eleita pelo PS e com o estranho hábito de contratações por ajuste directo aos amigos do partido. Ainda como Presidente da Junta usou - sem autorização dos próprios - a fotografia de funcionários da sua Junta de Freguesia em cartazes de campanha do PS, retratando-os como desempregados vítimas da troika.

 

Como vemos a senhora é em si, um tratado de ética e moral. A última façanha de "Guida gorda" é, segundo as palavras que publicou, o desejo de cancelar o visto de residência a brasileiros que votam em Bolsorano, o candidato errado. Postura típica de quem a democracia é uma coisa maravilhosa - desde que dê o resultado que querem.

 

Não sei se é impreparação para o cargo - estranho para quem foi durante anos relações públicas -  ou pura hipocrisia, tão habitual nos polítcos portugueses, mas discriminar minorias, quando se é Presidente da junta que mais cidadões estrangeiros tem, para além de ser despota é fazer exactamente o que aponta como grande mal aos outros. "Guida gorda" é mais uma de esquerda que tem dentro de si um Bolsonaro...

Assim se trabalha na Assembleia da República

A agência de notícias internacional Reuters publicou hoje, através do fotógrafo Rafael Marchante, algumas imagens do debate do Orçamento de Estado 2019 na Assembleia da República. Entre elas, houve uma que se destacou.

 

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Uma fotografia da deputada socialista Isabel Moreira a pintar as unhas durante o debate no Parlamento. Será que a doutora Isabel Moreira faz deslocações? Tenho as unhas dos pés num estado deplorável...

 

A falta de "Begonha"

Maria Begonha é candidata à liderança da JS e já foi apanhada em tiques e manias dos políticos mais afoitos. A campanha arrancou da pior forma: começou com a notícia do falso título de mestrado, que veio admitir em público. Como se não fosse suficientemente mau, foram levantadas dúvidas sobre o seu percurso político — assinou três contratos que totalizavam 303.549,78 euros, sendo dois deles com avenças atribuídas por ajuste direto em autarquias socialistas no valor de 140 mil euros em quatro anos (assim se fazem negócios entre amigos), passando pelo uso de meios públicos - no caso um minibus da Junta de freguesia de Benfica presidida pelo PS - na sua campanha.

 

Parece que a escola de Sócrates faz currículo nas gerações mais novas dos políticos de pacotilha. É com esta falta de "Begonha" que se faz política em Portugal...

O rating da lixeira

O rating de Portugal em função das perspectivas futuras, saiu do lixo. Muitos já estão a "embandeirar em arco", outros até se esquecem do passado. João Galamba, deputado socialista e activo político nas redes sociais, é dos poucos políticos que apesar de não ser do meu espectro político, que gosto da sua forma de estar na política. Sempre o tive como intelectualmente honesto, até hoje. 

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A memória curta, de quem aponta o dedo a 15 dias de Governo e o culpa pelos erros do seu antecessor, é de uma desonestidade política e intelectual. Nem tudo é perfeito: o governo de Passos falhou o objectivo de subir o 'rating' de Portugal, que tinha prometido realizar em menos de um ano, em 2015, quando saiu, não o tinha concretizado. Não pode por isso reclamar "um efeito ao retardador" com resultados 3 anos depois. Apesar do próprio João Galamba em 2010 reconhecer o efeito "delay" do rating (em que ficamos João Galamba?). Esta subida do rating de Portugal deve-se em grande parte ao Governo de Costa. Mas a que custo!?? Com 250 mil milhões de euros de dívida pública, mais ano menos ano, cá estarão de novo os "nossos amigos" do FMI. Porque nem tudo é o que parece...

 

O Governo faz três anos

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Origem da imagem: aqui

 

No dia 4 de outubro de 2015 o PS perdia as eleições legislativas, mas com "papas e bolos" arranjou uma geringonça que elevou António Costa a Primeiro Ministro apesar de derrotado. Nesta gerinçonça a três vozes, onde o PS manda às vezes, o PCP governa-se mal e o BE polícia com a sua moral hipócrita, os contribuintes são enganados, para daqui a um tempo lhes ser pedido que façam mais um esforço. Tudo enquanto o PR tira selfies com metado do país.

 

A pseudo folga orçamental que vive à custa de uma conjuntura externa favorável deu origem a um sistema de socialismo-estatismo  que é apresentado como modelo ideal, moralmente superior e constitucionalmente correcto, mas que vai esmorecer logo que a realidade bata à porta e mais uma vez nos leve à austeridade.

 

Os políticos que estão agora no poder foram contra a austeridade durante o tempo em que estavam na oposição. Aproveitando a oportunidade - a austeridade -  facilmente apontavam o dedo. Agora, que estão no poder, não podem dizer que aquilo que andaram a fazer na altura foi oportunismo político. Logo, não podem levantar a questão da austeridade para não realizar o que prometeram. Continuam com a asneirada política enquanto deviam aproveitar o momento para fazer reformas estruturais.

 

Como se sai disto? Com outras políticas. Com 250 mil milhões de dívida pública, esperamos que um novo pedido de resgate resolva o assunto...

Cavaco é boçal

Cavaco Silva considerou, que a não recondução da procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, foi a decisão "mais estranha" do Governo. No mínimo, deselegante para com o actual Presidente da República. Já se sabia que Cavaco era provinciano, acrescentou agora boçal às suas características. Que falta de cultura democrática e de educação.

 

Mas tenho de concordar com o Cavaco, há coisas estranhíssimas no Ministério Público. O arquivamento, em 2017, do processo-crime em que Dias Loureiro era suspeito de burlar o BPN é, certamente, uma delas.