Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

iTUGGA

Blog de um português...

iTUGGA

Blog de um português...

Portugal "era" o país mais pobre da Europa

EJS3ZslWsAIzBuV.jpg

(Arquivo pessoal - M. Novais)

Fotografia de 1950 onde mulheres e crianças foram encerradas numa cela de prisão na Chamusca, acusados do “crime” de recolherem lenha em propriedade privada, descalças e a chover para aquecerem os filhos e cozinharem. Portugal era o país mais pobre da Europa. Em alguns, pontos não estamos muito melhor...

Onde andam os responsáveis?

Há sempre alguém muito rápido no gatilho a disparar contra os populismos e a demagogia que atentam contra as liberdades das minorias e contra a democracia. Infelizmente, em Portugal a maior descredibilização dos políticos e da democracia não vem de populismos da esquerda ou da direita, mas do desaparecimento da responsabilidade política, tal como vimos em Pedrogão, em Tancos e em Borba. Somos um país onde a raça "responsável" está extinta. 

Dia das bruxas

por muitos também conhecido como Dia das Mulheres Sem Maquilhagem é festejado como "Allhallow-even" desde o tempo dos Celtas...  porque esta muito celebrada festividade "norte-americana" nasceu na Irlanda e marcava o fim do verão (Samhain). 

 

Há muito desaparecida como festividade pagã, foi substituída no calendário por uma ou outra mais católica: o Dia de Todos os Santos, Dia dos Finados ou Dia dos Mortos, Dia das Bruxa e claro Halloween. Nos Estados Unidos os miúdos pedem "doces" em troca de paz, sossego e de uma porta sem marcas de vingança, por cá, pedem Pão por Deus (ou o bolinho), que acaba por ser oferendas para os petices. Tudo em nome dos mortos que erram pelo mundo... as gomas e os caramelos são para os aventureiros que andam de porta em porta de saco na mão, o resto são histórias.

 

bruxas.jpg

foto de origem desconhecida

 

A opinião pública e/ou mainstream opinativo

f696d-5.jpg

imagem: Garcon Comics

 

Segundo a opinião pública portuguesa - será que posso dizer mainstream opinativo? Não sei - Passos Coelho é um aldrabão, Sócrates um ladrão, Tancos é um caso de Mafia, Ronaldo está inocente, os chineses é que mandam nisto tudo, os bancos americanos são os donos da nossa banca e Maria Leal é uma "chula". Conclusões tiradas "a la palisse", muito por causa das crenças de cada um, e sempre baseadas na óptica dos meios de comunicação que melhor se enquadra na forma como nos apresentam o assunto. Este é o panorama geral da opinião pública do momento. No fundo são tudo suposições, que têm de ser provadas em local adquado, mas que o povo já julgou na sua "sabedoria onipotente e certeira". Basicamente são teorias da conspiração ou de defesa em formato popular. Se os resultados não são os que a opinião pública deseja, é porque o juíz é corrupto, a justiça está comprada ou a mais popular, os ricos safam-se sempre.Tudo isto independente da verdade apurada. O uso da opinião pública é assim a melhor forma de ganhar ou perder uma batalha, seja em que campo for... espero que no campo da justiça a opinião pública não seja tida em conta.

 

O pior para a verdade na opinião pública, não são as mentiras, são as convicções. Principalmente as convicções que formam a opinião pública e moldam a verdade conforme a óptica que se deseja. Esta opinião pública convicta não quer saber a verdade, quer apenas marcar posição. Resultado: a verdade não importa, o que importa é a opinião e a condenação. É aqui que a opinião pública se transforma em meio de manipulação, o mais importante, pois é ela que dá votos em dia de eleições, que dá a fama ou a tira. Por isso, surgue o lado mais negro das "alcoviteiras encartadas" e disseminadoras de factos - a manipulação da opinião pública pelos mídia e redes sociais (onde as fake news ganham cada vez mais ímpeto). Aqui, o problema não é tanto as pessoas acreditarem nas fake news, mas sim, não quererem acreditarem nas real news porque não se encaixa na convicção que apregoam. Ou seja, seguem o caminho que indicaram à manada e que está de acordo com as suas convicções.

 

Há quem julgue que pensa por si, imune aos meios de comunicação que moldam a opinião pública - alguns conseguem, mas a maioria segue o mainstream opinativo. A opinião pública é muito mais do que um conjunto de opiniões que o indivíduo pode expressar sem correr o risco de ser isolado dos restante, com o mesmo sentido e intensidade dentro da sociedade. A opinião pública é uma manada dirigida por "pastores" que sabem o caminho que o "gado" deve seguir...

Olhem para vocês

A sociedade em geral adora apontar o dedo aos outros esquecendo sempre os seus gostos e lacunas. Nunca somos nós que vemos, fazemos ou apludimos a vertente mais parola da cultura popular. É sempre o outro... o português extrovertido, porque nós somos o parolo envergonhado, o que não acompanha a parte saloia da sociedade. Os exemplos são mais do que muitos, da vergonha em se admitir a vertente mais "castiça" de nós mesmo:

 

- Por estes dias anda tudo muito indignado com a opção de voto dos brasileiros em Bolsonaro. Já se esqueceram que elegeram - Cavaco Silva. Pois, agora ninguém votou no Cavaco.

 

- O fenómeno CMTV, aquele canal que ninguém tem coragem de dizer que vê, mas que é o canal por cabo com mais audiência em Portugal.

 

- Maria, aquela revista com a secção saloia sobre o sexo, que ninguém lê, mas é a revista feminina mais vendida.

 

- Outra curiosidade são os cantores "pimba", ninguém ouve, é saloio, mas enchem as festas e os arraiais.

 

- As betas com dor de corno, que chamam saloia a Cristina Ferreira, mas que adoravam estar no lugar dela, mesmo que ganhassem metade do que ela ganha.

 

Somos um povo de aparências, com tiques de novo riquismo e muito invejoso... não vejo, nem aplaudo o que mencionei, mas admito, sou bimbo. Não podia ser outra  coisa, sou português.

O mundo, a democracia e a direita

Segundo Madeleine Albright, antiga secretária de Estado dos EUA: “O fascismo cresce onde as pessoas são convencidas de que toda a gente mente”. Concordo. Imaginem um país onde o governo é apanhado vezes sem conta a mentir, roubar e fugir!? O que acontece? Um voto de protesto, naturalmente. O voto de protesto, que em Portugal por norma fica no "movimento abstencionista", no Brasil vai ficar no espectro político oposto ao do anterior governo: a direita mais extrema. Qual o combustível deste movimento? O ressentimento, o medo, a ambição e o ódio. Nada de novo, pois muitos movimentos populistas/extremistas já varrem o mundo e a Europa em particular, pelos mesmos motivos. Logo, há que estar atento, não vá a democracia pregar-nos uma partida... mas, não podemos defendermos-nos dos movimentos mais radicais seguindo as mesma linhas do que eles - sendo anti-democratas. Uma pescadinha de rabo na boca... esta ditadura da maioria. 

O rating da lixeira

O rating de Portugal em função das perspectivas futuras, saiu do lixo. Muitos já estão a "embandeirar em arco", outros até se esquecem do passado. João Galamba, deputado socialista e activo político nas redes sociais, é dos poucos políticos que apesar de não ser do meu espectro político, que gosto da sua forma de estar na política. Sempre o tive como intelectualmente honesto, até hoje. 

joão galamba.jpg

 

A memória curta, de quem aponta o dedo a 15 dias de Governo e o culpa pelos erros do seu antecessor, é de uma desonestidade política e intelectual. Nem tudo é perfeito: o governo de Passos falhou o objectivo de subir o 'rating' de Portugal, que tinha prometido realizar em menos de um ano, em 2015, quando saiu, não o tinha concretizado. Não pode por isso reclamar "um efeito ao retardador" com resultados 3 anos depois. Apesar do próprio João Galamba em 2010 reconhecer o efeito "delay" do rating (em que ficamos João Galamba?). Esta subida do rating de Portugal deve-se em grande parte ao Governo de Costa. Mas a que custo!?? Com 250 mil milhões de euros de dívida pública, mais ano menos ano, cá estarão de novo os "nossos amigos" do FMI. Porque nem tudo é o que parece...

 

República

Viva a República.jpeg

 

Hoje comemora-se o dia em que os tipos com a "doença" do sangue azul, que governaram Portugal durante 767 anos, deixaram de mandar. Eles não faziam campanha eleitoral, não pediam votos, não eram eleitos, não tinham uma máquina partidária, em vez disso tinham porte, uma espada e achavam-se acima dos demais. Desde o nascimento deste país, passaram 34 reis e 19 presidentes entre eles muitos erros de casting, alguns loucos e muitos imbecis.

 

Passaddos estes anos todos ainda não sei se foi bom ou mau. Porque a Monarquia pode ser um negócio, onde Inglaterra é o melhor exemplo. Querem uma caneca de D. Duarte Pio? Uma t-shirt? Vai um galo de Barcelos com o símbolo da família real?

WebSummit em Portugal

Fiquei bastante contente quando fiquei a saber que a  será realizada em Portugal por mais 10 anos. Somos mesmo um país inovador em tecnologia! Só fico triste porque não posso dar a notícia a um tio que vive numa aldeia perto de Pedrógrão Grande. É que por lá não há rede de telemóvel e a TDT não funciona bem. Mas o nosso país é bom em conferências sobre tecnologia. 

Os nossos políticos

Enquanto os processos de José Sócrates e Ricardo Salgado sofrem de inércia à espera que os crimes não se resolvam, António Costa que rejeita formar Governo com os parceiros da geringonça na próxima legislatura, aumenta os funcionários públicos e promete uma melhoria do rendimento dos eleitores, que depois recupera com taxas e taxinhas. 

 

No Portugal profundo o Presidente da República enquanto selfiza o país, distribui ósculos entre "bacalhaus" e dois dedos de conversa. No meio desta alegoria chamada Portugal, está o povo, aquele malandro que não quer trabalhar para sustentar políticos tão competentes.

 

Andou D. Afonso Henriques à chapada com a mãe para isto...