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iTUGGA

Blog de um português...

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Onde andam os responsáveis?

Há sempre alguém muito rápido no gatilho a disparar contra os populismos e a demagogia que atentam contra as liberdades das minorias e contra a democracia. Infelizmente, em Portugal a maior descredibilização dos políticos e da democracia não vem de populismos da esquerda ou da direita, mas do desaparecimento da responsabilidade política, tal como vimos em Pedrogão, em Tancos e em Borba. Somos um país onde a raça "responsável" está extinta. 

A opinião pública e/ou mainstream opinativo

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imagem: Garcon Comics

 

Segundo a opinião pública portuguesa - será que posso dizer mainstream opinativo? Não sei - Passos Coelho é um aldrabão, Sócrates um ladrão, Tancos é um caso de Mafia, Ronaldo está inocente, os chineses é que mandam nisto tudo, os bancos americanos são os donos da nossa banca e Maria Leal é uma "chula". Conclusões tiradas "a la palisse", muito por causa das crenças de cada um, e sempre baseadas na óptica dos meios de comunicação que melhor se enquadra na forma como nos apresentam o assunto. Este é o panorama geral da opinião pública do momento. No fundo são tudo suposições, que têm de ser provadas em local adquado, mas que o povo já julgou na sua "sabedoria onipotente e certeira". Basicamente são teorias da conspiração ou de defesa em formato popular. Se os resultados não são os que a opinião pública deseja, é porque o juíz é corrupto, a justiça está comprada ou a mais popular, os ricos safam-se sempre.Tudo isto independente da verdade apurada. O uso da opinião pública é assim a melhor forma de ganhar ou perder uma batalha, seja em que campo for... espero que no campo da justiça a opinião pública não seja tida em conta.

 

O pior para a verdade na opinião pública, não são as mentiras, são as convicções. Principalmente as convicções que formam a opinião pública e moldam a verdade conforme a óptica que se deseja. Esta opinião pública convicta não quer saber a verdade, quer apenas marcar posição. Resultado: a verdade não importa, o que importa é a opinião e a condenação. É aqui que a opinião pública se transforma em meio de manipulação, o mais importante, pois é ela que dá votos em dia de eleições, que dá a fama ou a tira. Por isso, surgue o lado mais negro das "alcoviteiras encartadas" e disseminadoras de factos - a manipulação da opinião pública pelos mídia e redes sociais (onde as fake news ganham cada vez mais ímpeto). Aqui, o problema não é tanto as pessoas acreditarem nas fake news, mas sim, não quererem acreditarem nas real news porque não se encaixa na convicção que apregoam. Ou seja, seguem o caminho que indicaram à manada e que está de acordo com as suas convicções.

 

Há quem julgue que pensa por si, imune aos meios de comunicação que moldam a opinião pública - alguns conseguem, mas a maioria segue o mainstream opinativo. A opinião pública é muito mais do que um conjunto de opiniões que o indivíduo pode expressar sem correr o risco de ser isolado dos restante, com o mesmo sentido e intensidade dentro da sociedade. A opinião pública é uma manada dirigida por "pastores" que sabem o caminho que o "gado" deve seguir...

República

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Hoje comemora-se o dia em que os tipos com a "doença" do sangue azul, que governaram Portugal durante 767 anos, deixaram de mandar. Eles não faziam campanha eleitoral, não pediam votos, não eram eleitos, não tinham uma máquina partidária, em vez disso tinham porte, uma espada e achavam-se acima dos demais. Desde o nascimento deste país, passaram 34 reis e 19 presidentes entre eles muitos erros de casting, alguns loucos e muitos imbecis.

 

Passaddos estes anos todos ainda não sei se foi bom ou mau. Porque a Monarquia pode ser um negócio, onde Inglaterra é o melhor exemplo. Querem uma caneca de D. Duarte Pio? Uma t-shirt? Vai um galo de Barcelos com o símbolo da família real?

Os nossos políticos

Enquanto os processos de José Sócrates e Ricardo Salgado sofrem de inércia à espera que os crimes não se resolvam, António Costa que rejeita formar Governo com os parceiros da geringonça na próxima legislatura, aumenta os funcionários públicos e promete uma melhoria do rendimento dos eleitores, que depois recupera com taxas e taxinhas. 

 

No Portugal profundo o Presidente da República enquanto selfiza o país, distribui ósculos entre "bacalhaus" e dois dedos de conversa. No meio desta alegoria chamada Portugal, está o povo, aquele malandro que não quer trabalhar para sustentar políticos tão competentes.

 

Andou D. Afonso Henriques à chapada com a mãe para isto... 

André Ventura é o novo "enfant terrible" do PSD

Enquanto Pedro Duarte cria "O Manifesto X", um movimento que pretende elaborar um programa de governo alternativo, que não é uma alternativa a Rui Rio. André Ventura, o vereador do PSD em Loures vai lançar na próxima semana o movimento Chega para substituir Rui Rio na liderança e colocar o partido no “espetro ideológico do centro-direita português”. Segundo André Ventura, o movimento tem como objetivo "evitar a contínua sangria de militantes históricos do PSD", como Pedro Santana Lopes ou António Martins da Cruz.

 

André Ventura tem todas as características para se tornar no "enfant terrible" do PSD. Lugar ocupado por Santana Lopes até à sua saída. Ventura tal como Santana é movido a holofotes, tem a mesma linha política, adora polémicas e mostrar o que pensa em frente a uma câmara de televisão... acho que a única diferença entre ambos, é um ser do Benfica e o outro do Sporting. 

Marine Le Pen obrigada por juiz a fazer “exame psiquiátrico”!!

A líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, está revoltada pela decisão de um juiz, que a quer obrigar a submeter-se a um exame psiquiátrico. Em causa está o facto de Le Pen ter publicado na sua conta de Twitter em 2015 fotografias de execuções levadas a cabo pelo estado islâmico e de se pronunciar contra elas: as fotos mostravam um soldado sírio, vivo, esmagado pelas lagartas de um tanque, um piloto jordano queimado vivo numa jaula e o corpo decapitado do jornalista norte-americano James Foley. As fotos foram publicadas um mês depois dos atentados de Paris, que fizeram 130 mortos e que suscitaram forte polémica em França.

 

 "É verdadeiramente alucinante. Este regime começa a ser assustador"; "Eu achava que era legítimo, mas não! Por denunciar os horrores do Daesh [o grupo jiadista Estado Islâmico] em tweets, a 'justiça' submete-me a perícia psiquiátrica! Até onde é que eles irão?" escreveu a líder da União Nacional (ex-Frente Nacional) no Twitter ao publicar o documento judicial.

 

Com este comportamente alucinado de um Magistrado, a França começa a parecer uma ditadura de esquerda, o que apenas irá dar força política à senhora. Embora discorde das posições ideológicas de Le Pen, considero inaceitável a posição do juiz...

11 de Setembro

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Há 17 anos aconteceu o maior atentado terrorista da história. Parecia um filme, mas era  real. Esse dia marcou a história dos humanóides para sempre. Estava a ver o noticiário da RTP quando começaram a passar em directo as imagens da CNN, já tinha acontecido o primeiro acto desta história de terror. Como ninguém percebia o que estava a acontecer - o jornalista de serviço - José Rodrigues dos Santos, debita uma pérola que não esqueci até hoje: "(...) um avião embateu contra uma das torres Gémeas. Um segundo dirige-se para as torres para ver o que aconteceu." - entretanto o segundo avião embate na outra Torre - "Epá, é mesmo azar, o segundo também embateu contra uma torre."

 

E foi assim, faz hoje 17 anos que os americanos perceberam que não estavam sozinhos no mundo...

Que leitura se pode fazer da acusação contra o Benfica?

Como quase todos percebemos, o caso do Benfica é um caso complexo e bastante delicado para o clube em questão. Pode mesmo ser o caso mais grave que o Benfica enfrenta no plano da justiça e que pode colocar em causa o prestígio histórico que o Benfica angariou ao longo de mais de 100 anos de história. Não sabendo ainda o resultado da investigação, há pontos a reter:


- a presente moldura penal é extrema em relação a um caso que vai demorar e que no fim pode não ter moldura penal nenhuma.

 

- não há ainda culpados, o que não impede a degradação geral da imagem do Benfica. Esta é a primeira consequência de um processo deste tipo.

 

- o Benfica continua a agir bastante mal no âmbito dos vários processos judiciais em que está envolvido: recusando culpas, lançando a culpa para uma conspiração global, que envolve jornalistas, adversários e juízes (a Justiça).

 

- o Benfica deveria agir desde a primeira hora com mais simplicidade. Ou seja, devia colocar-se à disposição da investigação e deveria ter afastado todos os que estão sobre suspeita (Paulo Gonçalves). Tudo isto, não transmite ao público em geral, transparência plena e rápida que possa livrar a instituição de qualquer culpa.

 

- em extremo e até esclarecer a situação a direcção do Benfica deveria auto-suspender-se.

 

Luís Filipe Vieira está à beira de uma de duas coisas: ser um Presidente histórico no sentido do sucesso do clube ou de estar a um passo da desgraça da instituição Benfica. Qual dos passos será!? Não sei... mas ele com certeza, já sabe. Veremos o que dirá às 20h 30m...

Marine Le pen em Portugal - Sim ou Não?

Muito se tem falado e escrito sobre Marine Le Pen por estes dias. Primeiro, porque vinha a Web Summit fazer uma intervenção, depois porque lhe retiraram o convite. Consequentemente apareceram muitas opiniões sobre censura e liberdade de expressão. Devemos ver os prós e contras desta suposta censura em que se confunde as esferas estatais com as empresariais.  

 

NÃO É CENSURA – uma empresa privada não aceitar uma opinião de que não gosta ou não reflita os ideais da empresa. A liberdade de expressão de uns não retira a outros a liberdade de ouvir ou ler as opiniões que considera correctas.  Nenhum privado tem obrigação de divulgar e dar palco a opiniões que não goste.

 

Outra coisa que não é censura é os visitantes - ou os contribuintes que pagaram 1,3 milhões de euros à Web Summit – darem a sua opinião (vivemos numa democracia, ou não?) sobre o convite a Le Pen. Se não concordam, não comprem bilhete. É assim que funciona. Não se gosta, não se ouve. Considera-se a opinião de Le Pen políticamente incorrecta? Tem a liberdade para afirmar que a dita opinião é incorrecta, mas não tem a liberdade para a proibir. Isso cabe ao Estado.

 

É CENSURA - quando existe um Estado que proíbe qualquer manifestação de opinião que esteja dentro do que perante a lei é considerado ético. Logo, se fosse o Estado português a proibir a vinda de Le Pen - e não foi - seria censura. Afirmar que ela ia debitar um discurso de ódio é fazer futurologia. Assim, a retirada do convite a Marine Le Pen não foi ‘calar’ ou ‘censurar’, foi a opinião da empresa responsável pelo evento. É uma opção estratégica da empresa. 

 

Os argumentos contra e a favor de Le Pen:

- Marine Le Pen admite o uso de políticas autoritárias e abafadoras das liberdades como forma de alcançar objectivos ideológicos. Logo é apelidada de fascista, racista ou nazi. Ela diz que não é nada disso. É possível que não seja: defender que a França deve ser dos franceses não é o mesmo que defender que a França deve ser dos brancos católicos. Ser nacionalista, embora triste, não é o mesmo que ser fascista, racista ou nazi.

 

Alguns dizem que Le Pen não o diz publicamente porque não pode, mas lá no fundo tem ideias fascistas e nazis. Talvez tenha, não sei. Mas então devem usar o mesmo critério em relação ao Partido Comunista, que na aparência se diz democrático, mas na sua matriz ideológica quer instituir uma ditadura do proletariado. Sem esquecer que defendem a Síria e a Coreia do Norte, comparsas ideológicos.

 

- Em 1990, Mário Soares, então Presidente da República, declarou que Jean Marie Le Pen era indesejável em Portugal, muitos crêem que António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa deviam fazer o mesmo em relação à sua sucessora, pois é racista, islamofóbica e anti-imigrantes, recusando assim os  princípios da igualdade e os direitos fundamentais de todos os seres humanos. Logo, defendem a censura, o que é uma contradição em relação aos valores que defendem. 

 

Do outro lado da barricada estão os que defendem que Le Pen tem razão, pois combate os muçulmanos que estão a invadir a Europa sem respeitar as leis vigentes nos paises de acolhimento. Que combate os islâmicos fundamentalistas que vêem para a Europa praticar actos terrorristas, que apedrejam mulheres acusadas de adultério, que cortam as mãos aos acusados de furto e que condenam à morte todos os que têm outra religião. 

 

Perante isto, e apesar de não ser censura a retirada do convite a Le Pen, sou da opinião que devia vir a Portugal esplanar os seus ideais - até para termos a certeza quais são - pois conhecer os argumentos daqueles com que discordamos permite-nos argumentar contra, desmontar argumentos e mostrar as falhas. Se concordarem com ela é ouvirem e baterem palmas.

 

Não gosto da Le Pen, mas não consigo perceber como é que se defende a democracia cortando a liberdade de expressão. Retirando-lhe o convite, estão a fazer dela uma mártir, uma vítima. Posição que ela irá usar para puxar os descontentes para o lado dela. Sim, ela devia vir a Portugal, nem que fosse para a mandar calar...