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André Ventura que acusa o estado de despesismo é o mais despesista

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Sugeriu uma publicação no Facebook que menciona que o deputado André Ventura nomeou seis funcionários para o gabinete de apoio na Assembleia da República, o que gerou algum frisom nas redes sociais, pois é um número superir ao dos outros partidos com o mesmo número de deputados. Qual dos três partidos com deputados únicos na Assembleia da República é que nomeou mais funcionários para o respetivo gabinete de apoio parlamentar? 

 

No que respeita a João Cotrim de Figueiredo, deputado único e candidato à liderança do partido Iniciativa Liberal, o Despacho (extrato) Nº 11128/2019, publicado em "Diário da República"no dia 28 de novembro de 2019, indica que foram nomeados quatro funcionários.Quanto a deputada do Livre, Joacine Katar Moreira, o Despacho (extrato) n.º 11127/2019 e também o Despacho (extrato) n.º 11131/2019, publicados em "Diário da República" no dia 28 de novembro de 2019, indicam que foram nomeados quatro funcionários. Entretanto o partido Chega tem seis nomeações formalizadas no âmbito do Despacho (extrato) Nº 11133/2019, publicado em "Diário da República" no dia 28 de novembro de 2019.

A próxima vez que André Ventura vier falar de despesismo do erário público, façam o favor de o mandar calar...

 

 

Livre, aprisionado?

Ainda sou do tempo em que não havia redes sociais e os meios de comunicação social não precisavam de notícias para alimentar os leitores/ouvintes/telespectadores ao minuto. Assim sendo, é possível que esta palhaçada que se passa no partido Livre não tivesse qualquer relevância nos media. Mas os tempos são outros e os partidos também.

 

Os nossos partidos tradicionais têm muitos defeitos, fazem muitas asneiras, estão cheios de caciqueiros e de pessoas que desconhecem o verdadeiro significado da política, mas no geral têm prestado um bom serviço a Portugal, apesar dos muitos lobbys instalados. Pelo que se vê, os novos partidos não. Os desentendimentos entre a deputada e a direção do Livre começaram pouco depois das eleições legislativas. E este parece ser o único ponto consensual entre as duas partes. Porque em tudo o resto, estão em desacordo. Aliás, já se adivinhava algo do tipo, senão vejamos: a primeira negra cabeça de lista eleita ostentando o seu ativismo antirracista e uma deficiência de fala. Quando se mostrou ao eleitorada já denotava a sua arte com frases do tipo "foi preciso eu aparecer para os outros partidos se lembrarem de pôr negras em lugar elegível". Sempre num tom raivoso, depois a sua abstenção no voto sobre os colonatos na Palestina que belo toque de anarquia. Depois acusou a seguir a direção de "golpe" e de a querer "descartar", sem no entanto explicar por que motivo e como. Que bela autocrata. Este ano o circo de Natal instalou-se em são Bento.

 

 

 

Convenção do BE

No XI Convenção do Bloco de Esquerda, as principais figuras do partido insistiram no perigo que representa a “emergência rompante de populismos de extrema-direita”. Um perigo mundial prontamente exemplificado com a subida ao Poder de Trump e Bolsonaro na América e de Salvini na Europa. A curiosidade é o Bloco de Esquerda que anda a alertar para essa realidade, esquecer-se que é também ele, um partido populista autoritário, como o seu irmão e vizinho Podemos de Pablo Iglésias - um esquecimento conveniente e bem lembrado. Mas eu relembro que o populismo é uma moeda de duas faces e que o perigo decorrente do exercício do Poder por parte do populismo de esquerda também é ele  nefasto.

 

Nesta Convenção fica também evidente o sonho do Bloco de Esquerda, depois do ensaio com a “geringonça” que os deslumbrou - ainda que pela mão do PS - de entrar no Governo e na sua constituição. Um sonho bem alto para um partido populista de esquerda que apenas reclama, sem oferecer soluções. Quanto mais alto se sobe, maior é o tombo, e acreditem que o tombo desta vez vai ser grande. O melhor resultado que tiveram foi 10,19% em 2015, se o conseguirem manter, já podem festejar...

Festa do Avante

Sou dos que não sendo comunista, foi à Festa do Avante ainda no Alto da Ajuda, depois em Loures - onde hoje é o LouresShopping - e já perdi a conta das vezes que fui a Atalaia. Este ano foi mais uma, mas foi diferente. Que diferenças notei? A primeira, é que para além da festa em si e da sua vertente cultura, há coisas que nunca mudam, uma delas é o autismo doutrinário e mental dos comunistas em geral. Senão vejamos:

 

A festa do Avante é um evento de angariação de fundos, mas dá prejuízo desde 2014 - isto dos comunas serem contra o capital, só podia dar nisto.

 

O partido recusa-se a dar esclarecimentos sobre as falhas contabilísticas entregues à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos - andam eles a apontar o dedo aos outros por financiamentos pouco claros.

 

- Olham de lado os visitantes da Festa com cabelo à beto da Lapa - a que chamam cabelo à Playmobil - mas falar das "rastas" dos rapazes da juventude Comunista e consequente falta de higiene, está quieto.

 

- Fazem queixinhas aos seguranças dos que vendem haxixe no recinto - acho muito bem - mas pelo que traz a brisa, os consumidores do aroma marroquino, com o cartão da organização, são mais do que muitos.

 

- Falam tanto da liberdade de expressão e de escrita, mas proíbem a venda de determinados livros na Festa.

 

- Um partido que se diz do mundo, tem uma doutrina anti-europeísta e mostra-o na Festa.

 

A Festa do Avante é o reflexo da mentalidade de um partido fechado em si próprio, que julga e aponta todos os que são diferentes, enquanto grita pela torelância e igualdade... ainda bem que vou apenas pela festa.