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Blog de um português...

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Eleições Brasileiras - Ode ao falhanço da esquerda

Estas eleições no Brasil não são normais: entre candidatos a fugir à justiça, facadas a candidatos, armas para todos, guerras de vídeos e notícias falsas, venha o diabo e escolha, ou melhor, o povo brasileiro. Por outro lado, o que se está a passar no Brasil - volta à direita do eleitorado - não é nada que não se tivesse passado em outros países. Caso parecido já aconteceu em Itália com Silvio Berlusconi e hoje nos Estados Unidos, com o imbecil Donald Trump. Jair Bolsonaro ganhou notoriedade nos últimos anos e transformou-se num líder de direita capaz de mobilizar milhões de eleitores desiludidos com a recessão económica brasileira e com as lideranças políticas anteriores que têm sido envolvidas em escândalos de corrupção.

 

Bolsonaro é homófobico convicto, defende os valores tradicionais da família cristã, o porte de armas e defende o combate à violência no Brasil - país com uma das mais altas taxas de homicídios do mundo. Pretende ainda retirar o Brasil das Nações Unidas (ONU). Apenas se percebe que o candidato é de direita, ainda não se sabe se é Conservador, de extrema-direita ou fascista!! Muitos perguntam: Como é que podem votar num homem assim? Votam porque os líderes anteriores fizeram "merda da grossa". Aliás, a direita mais radical sobe sempre que a esquerda faz asneira. Esta é a explicação mais simples... o jornal brasileiro "Gazeta do Povo" vai mais longe, numa crónica de Francisco Escorim: “Eu odeio Bolsonaro, mas meu voto é dele. Porque ou é Bolsonaro ou o império do crime." 

 

Aguardo pela segunda volta entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad.

Sporting - Varandas, Marquises e companhia

Nas mais concorridas eleições do SCP, ganhou aquele que me parece - sendo eu leigo a futebol - ser o candidato certo para a altura incerta que o clube atravessa. O Dr. Varandas a par de Dias Ferreira, que acabou em quarto lugar nas eleições, eram os candidatos que melhor conhecem o desporto-rei. Varandas ganhou sendo o que melhor conhece o clube e o futebol: serviu o clube como director clínico durante anos; trabalhou no departamento de futebol e foi o primeiro a correr o risco de assumir a disponibilidade para romper com o lunático projecto de Bruno Carvalho.

 

Foi fácil ganhar as eleições, vai agora começar o mais difícil: pegar no Leão partido em muitos cacos e "colá-los" a todos, para que o Leão volte a ser magnífico como outrora. Para o conseguir, terá momentos difíceis: passará por alguns desertos; será julgado em praça pública sempre que a equipa de futebol perder um jogo; como líder terá horas infindáveis de solidão; conhecerá a inveja de alguns e a ingratidão de quem agora lhe dá palmadinhas nas costas. 

 

Acredito na sua resiliência e na sua capacidade de incutir nos outros a vontade de vencer - sendo estas as características de um líder e de um bom Presidente. Não é o meu Presidente, mas parabéns Dr. Varandas.

 

 

 

Clubes de futebol - Há amores sem explicação

O clube do nosso coração é sempre o melhor, mesmo que não esteja entre os melhores. Amar um clube não é apenas estar presente nas vitórias. Amar um clube é acima de tudo ser fiel a ele quando está em baixo; é chorar da sua má campanha, do seu mau desempenho, das suas derrotas e dos momentos de fraqueza. Cada lágrima que cai por esse clube, é um gesto de amor. Porque o amor a um clube não se explica...

 

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* fotografia tirada durante as eleições de hoje - autor desconhecido

Eleições no Sporting - Um leão ou um gatinho

Nos últimos meses o Sporting viveu o que nunca vivera em 112 anos de história, em consequência disso, hoje seis candidatos disputam as eleições mais atípicas do clube. 

 

Concorrem 6 candidatos: João Benedito (lista A), José Maria Ricciardi (B), Frederico Varandas (D), Rui Jorge Rego (E), José Dias Ferreira (F) e Fernando Tavares Pereira (G) - todos eles procuram tornar-se o 43.º presidente ‘leonino’. Todos os candidatos parecem ser óptimas pessoas; educados, idealistas, cultos e bem formados, mas qualidades para Presidente do Sporting não lhes encontrei nenhuma.

 

Durante a campanha falou-se muito de futebol e finanças, mas a primeira luta do novo presidente passa pela recuperação da identidade do clube, o que vai ser muito complicado. Do elevado número de candidatos poderá resultar a eleição de um presidente com apenas 30% dos votos dos sócios, o que será inédito.

 

Veremos se ganhará um leão ou um gatinho que ruge...