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Blog de um português...

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André Ventura vs Catarina Martins

O debate entre André Ventura e Catarina Martins mostra a necessidade, a meu ver, de se fazer fact-checking em direto. Não sendo possível fazê-lo em 25 minutos pela moderadora, que haja jornalistas a fazê-lo à parte e a ser atualizado e mostrado ao longo do debate. O problema neste caso, é que André Ventura fica mal na fotografia, mas Catarina Martins também não fica bem...

O Governo vai cair!!?

O Orçamento de Estado não foi aprovado, porque a esquerda não quer.... porque?

1 - O PCP e o BE mesmo tendo consciência que vão perder deputados não hesitaram em ser fiéis aos seus princípios?

2 - O PC e o BE estão fartos de promessas não cumpridas nos OE anteriores?

3 - O PCP e o BE querem deixar de ter representação na AR?

Nem um politólogo percebe a lógica.... porque quem vai sair vencedor desta Geringonça será O tio André.

 

1986 - As maiores eleições presidenciais de sempre

Decorria o ano de 1986 e com a morte súbita de Mota Pinto, a queda do bloco central e a ascensão de Cavaco Silva a líder do PSD, deu um enorme desgaste ao Governo, que era tão grande que a primeira sondagem para as Presidenciais de Mário Soares davam-lhe apenas 8%. Na direita tinha Freitas do Amaral como adversário, com o apoio do PSD e do CDS. A esquerda estava dividida entre Lourdes Pintasilgo e Salgado Zenha, apoiado pelo PCP e o PRD, de Ramalho Eanes. Um desacato na Marinha Grande  deu novo fôlego à campanha de Mário Soares e apareceu o slogan inventado por um jovem do CDS: " Soares é Fixe!", que o levou ao segundo lugar na primeira volta e empurrou Freitas do Amaral para uma segunda ronda. O grande vencedor da primeira volta foi Freitas do Amaral, com 46% dos votos, Mário Soares passou à segunda volta com 24%.

O fundador e presidente dos democratas-cristãos ganha a primeira volta e abre uma janela de optimismo nos eleitores do então PPD-PSD e do CDS, que votam maciçamente na candidatura "Pra Frente Portugal". Só que Mário Soares, que partira nas sondagens com pouco mais de 8%, alcança 25,4% à primeira volta e parte para a segunda com a difícil missão de unir a esquerda, desde logo obrigado a captar o voto dos apoiantes do PCP. E ganhou. Jamais teremos eleições assim em Portugal, renhidas, com disputas, mas leais. Nada que se compare a aprendizes de feiticeiro das eleições de 2021. Fachistas e Trotskistas aprendam com as lições do passado...

Ciganos, etnia humanóide estranha

Acabei de ver as imagens das agressões realizadas por indivíduos de uma certa estirpe humanóide num restaurante de Odivelas. Tenho para mim que determinadas etnias precisam muito de formação cívica e de valores que lhes permitam saber respeitar leis e viver em sociedade. Por outro lado, sei que é impossível formar quem não quer ser formado. Esta etnia vive em formação cívica paralela por opção, assim como vivem de outros paralelismo que a sociedade opta por fechar os olhos porque tem medo.

Chamem-me o que quiserem, mas estes tipos são criminosos e deveriam ser punidos pelo que fizeram...

Partidos com um deputado remetidos ao silêncio

Comemorou-se por estes dias 30 anos do derrube do muro de Berlim - sim, o muro foi derrubado, não caiu sozinho. Festejámos a democracia, a liberdade para falar, discordar e votar, sem constrangimentos além da Lei. Entretanto em Portugal andámos para trás 40 anos. Pretendem silênciar os partidos com apenas um deputado, como o Livre, Iniciativa Liberal e Chega que ficaram esta sexta-feira sem tempo de intervenção no próximo debate quinzenal com o primeiro-ministro.

Tudo porque o medo da antiga geringonça se tornou numa espécie de despotismo e não pretendem atribuir às novas forças políticas a mesma excepção que foi aberta para o PAN, na anterior legislatura. Pois é, o PAN é de esquerda e uma muleta de Costa. Agora há duas vozes grossas dissonantes que ecoam bem alto porque sabem passar a mensagem e isso assusta a esquerda que tudo fará para os calar. Os partidos não gostam de concorrência. Mas se, em 2015, votaram a favor para o PAN poder intervir, como é que agora vão votar contra? Sei que a incoerência não lhes tira o sono, mas há limites. Ferro Rodrigues vai permitir?

As regras da AR, algumas escritas outras de tradição, devem servir para assegurar a representatividade, impedindo que uma maioria possa calar uma ou várias minorias. A posição do PS, BE, PCP e PEV está a amordaçar a democracia.

Convenção do BE

No XI Convenção do Bloco de Esquerda, as principais figuras do partido insistiram no perigo que representa a “emergência rompante de populismos de extrema-direita”. Um perigo mundial prontamente exemplificado com a subida ao Poder de Trump e Bolsonaro na América e de Salvini na Europa. A curiosidade é o Bloco de Esquerda que anda a alertar para essa realidade, esquecer-se que é também ele, um partido populista autoritário, como o seu irmão e vizinho Podemos de Pablo Iglésias - um esquecimento conveniente e bem lembrado. Mas eu relembro que o populismo é uma moeda de duas faces e que o perigo decorrente do exercício do Poder por parte do populismo de esquerda também é ele  nefasto.

 

Nesta Convenção fica também evidente o sonho do Bloco de Esquerda, depois do ensaio com a “geringonça” que os deslumbrou - ainda que pela mão do PS - de entrar no Governo e na sua constituição. Um sonho bem alto para um partido populista de esquerda que apenas reclama, sem oferecer soluções. Quanto mais alto se sobe, maior é o tombo, e acreditem que o tombo desta vez vai ser grande. O melhor resultado que tiveram foi 10,19% em 2015, se o conseguirem manter, já podem festejar...

O Governo faz três anos

geringonça1.jpg

Origem da imagem: aqui

 

No dia 4 de outubro de 2015 o PS perdia as eleições legislativas, mas com "papas e bolos" arranjou uma geringonça que elevou António Costa a Primeiro Ministro apesar de derrotado. Nesta gerinçonça a três vozes, onde o PS manda às vezes, o PCP governa-se mal e o BE polícia com a sua moral hipócrita, os contribuintes são enganados, para daqui a um tempo lhes ser pedido que façam mais um esforço. Tudo enquanto o PR tira selfies com metado do país.

 

A pseudo folga orçamental que vive à custa de uma conjuntura externa favorável deu origem a um sistema de socialismo-estatismo  que é apresentado como modelo ideal, moralmente superior e constitucionalmente correcto, mas que vai esmorecer logo que a realidade bata à porta e mais uma vez nos leve à austeridade.

 

Os políticos que estão agora no poder foram contra a austeridade durante o tempo em que estavam na oposição. Aproveitando a oportunidade - a austeridade -  facilmente apontavam o dedo. Agora, que estão no poder, não podem dizer que aquilo que andaram a fazer na altura foi oportunismo político. Logo, não podem levantar a questão da austeridade para não realizar o que prometeram. Continuam com a asneirada política enquanto deviam aproveitar o momento para fazer reformas estruturais.

 

Como se sai disto? Com outras políticas. Com 250 mil milhões de dívida pública, esperamos que um novo pedido de resgate resolva o assunto...