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Mais um partido de Direita - Extrema Direita

andré ventura.jpg

 

André Ventura já era conhecido pelo seu fanatismo Benfiquista demonstrado à segunda feira na CMTV, mas ficou conhecido a nível nacional quando afirmou que os ciganos “vivem quase exclusivamente de subsídios do Estado”, o que lhe deu comparações com Donald Trump.

 

Já por aqui escrevi que André Ventura seria o novo "enfant terrible" do PSD em susbstituição de Santana Lopes, nunca pensei que seguisse os mesmos passos tão depressa. Sem a capacidade retórica e o carisma de Santana, Ventura vai também ele fundar um partido político, o "Chega", que terá como propostas políticas: a proibição dos casamentos homossexuais; o regresso da prisão perpétua para homicidas e violadores; castração química para pedófilos e a proibição constitucional da eutanásia. Tudo isto de um homem que queria ser padre.

 

Este desiludido com o PSD de Rui Rio, é tal como Santana, movido a holofotes em frente aos quais adora alimentar polémicas. Se um partido assim terá lugar no nosso espectro político? Talvez apanhe meia dúzia de pouco esclarecidos, mas nada mais do que isso. Creio que será mais um a morrer à nascença, assim como será o partido de Santana...

13 comentários

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    Sarin 10.10.2018 00:35

    E com a castração química de violadores em série?

    Já que intervimos punitiva e compulsoriamente no corpo de outros, podemos também cortar uma mão aos ladrões reincidentes e tirar um órgão viável a homicidas que perpetrem homicídio qualificado. E esterilizar os adultos que inflijam maus tratos a crianças talvez seja boa ideia, também...

    Desculpe o exagero, mas o princípio subjacente à castração compulsória, a punição e a prevenção sem respeito pela integridade do corpo do culpado, podem ser extremados até aos casos indicados - todos eles em vigor por este mundo, incluindo o do órgão que foi indemnização exigida pelos familiares de uma vítima...


    Rever o código penal, sim, tem mesmo que ser mais duro.
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    Pedro D. 10.10.2018 10:20

    "sem respeito pela integridade do corpo do culpado" - mas não é exactamente esse o crime de que estamos a falar? A falta de respeito pelo corpo de terceiros! A pedofilia é uma doença crónica do foro psiquiátrico da qual não se conhece tratamento. No caso a única solução para não existirem recaídas será a castração química.
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    Sarin 10.10.2018 10:57

    A violação em série também resulta de problemas do foro psiquiátrico, a cleptomania também.
    Há muito quem defenda que a homossexualidade também é doença crónica do foro psiquiátrico.


    Não, Pedro, não é da falta de respeito pela integridade do corpo de terceiros que falamos. É de legitimar o Estado a atentar contra a integridade do corpo como medida punitiva.

    Se for como medida correctiva, e sendo problema psiquiátrico, desde quando é a sociedade civil que prescreve tratamentos?!
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    Pedro D. 10.10.2018 11:20

    Presumo que saiba que todos os pedófilos e violados apanhados são seguidos por psiquiatras. Sabe qual a receita prescrita? Sertralina - um anti depressivo que é também um castrador químico - mas um leitor e amigo deste blog - Zé Gato, poderá explicar melhor, já que a psiquiatria é a area dele.

    Prender uma pessoas não é também atentar contra a integridade mental e física do ser humano? Mas existe e muito bem. Não vamos defender a integridade física de alguém que não tem essa preocupação com os demais. Não vamos defender os "coitadinhos" que fazem mal a crianças ou que violam mulheres, por têm lhes dói a alma. A punição terá sempre que existir enquanto existir maldade do ser humano... não vamos agora defender uma utopia idealista da sociedade sem criminosos.

    Desde quando é a sociedade civil tem conhecimentos para defender que a homossexualidade é uma doença do foro psiquiátrico!? São meras opiniões...
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    Sarin 10.10.2018 11:49

    A sertralina funciona enquanto administrada. É um inibidor. A castração é definitiva. Se defende a falta de respeito pela integridade do corpo do culpado, o que o impede de defender a pena de morte?

    Não, Pedro, cercear a liberdade de movimentos nada tem a ver com intervenções químicas definitivas.

    Porque não voltarmos aos linchamentos e às crucificações? Já estivemos mais longe, com tantos julgamentos em praça pública...

    E porquê apenas os pedófilos? Ou os violadores? E então os sociopatas que infligem terror psicológico, que condicionam as vítimas pelo medo?


    É sua, a extrapolação (abusiva) para a não penalização e para uma sociedade sem crime.
    Ser contra o atentado estatal à integridade do corpo, ainda mais com efeitos punitivos, nada tem a ver com defender a não penalização do criminoso. Pernicioso é que o pense.

    E pergunto-lhe mais: porquê esperar pelo crime? Porque não impôr por decreto a castração assim que diagnosticada a psicopatologia? Depois voltamos à pergunta anterior: porquê só os pedófilos? E ainda podemos ir mais longe: e porque não um despiste à nascença, e exames psicológicos de 5 em 5 anos? Se é para atentar contra o corpo para evitar que atente contra outro corpo, caramba, façam-se vítimas só entre os culpados, sejam-no ou não. Porque há pedófilos que nunca tocaram em crianças, e há abusadores de crianças que não são pedófilos, são apenas abusadores....
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    Pedro D. 10.10.2018 12:08

    Mencionei sempre castração química e não definitiva. Porque defenderia a integridade física de alguém que não a tem pelos outros??? Se formos por ai, a prisão não existiria como punição.

    Esse radicalismo sem meio termo desconcerta-me. Não temos de voltar aos linchamentos, até porque uma coisa não tem nada haver com a outra.

    Sociopatas? Mais uma vez aponto para um especialista na matéria, mas sei, não estando dentro do assunto, que é a patologia mais difícil de distinguir numa pessoa. LA maior parte das vezes a patologia só é domesticada depois do crime praticado. Condenar alguém antes de praticar o crime é julgar alguém inocente. Muitoi Minority Report
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    Sarin 10.10.2018 12:55

    Pedro, a castração química temporária é iludível... e a definitiva parece ser reversível. Mas o que está em causa é a interferência punitiva do Estado no organismo. Uma interferência sob coacção. Nada, rigorosamente nada a ver com o cercear liberdade de movimentos. Prisão é limitar o indivíduo no espaço comum, intervir quimicamente é limitar o indivíduo no seu próprio corpo.

    Exactamente, é julgar um inocente. E isso repugna-o, e muito bem. Por isso não perceber como não o repugna aceitar que o Estado obrigue alguém a tomar medicamentos sob supervisão policial devido a uma condição do foro psiquiátrico. Como disse, nem todos os pedófilos cometem o crime de pedofilia. Tal como nem todos os que cometem tais crimes são pedófilos.

    Da mesma forma, incomoda-o o radicalismo do linchamento - mas o princípio é o mesmo, pelas suas palavras "porque defenderia a integridade física de alguém que não a tem pelos outros???"
    Olho por olho, como na pena de morte.

    E permitir tal intervenção para crimes sexuais, levanta a questão: porquê apenas para estes crimes?

    Sobre a homossexualidade ser doença, há muitos médicos que o defendem, não é a sociedade civil - Gentil Martins, por exemplo.
    Quem define o que é doença é a OMS. Médicos. Que são pessoas, e que também são influenciadas por medos e preconceitos. Relembro que há doenças que há 30 anos eram outra coisa qualquer, assim como doenças de há 30 anos hoje já o não são.
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    Pedro D. 10.10.2018 13:51

    Tudo isso são questões meramente filosóficas. Estar preso é uma a interferência punitiva do Estado no organismo. Pior, é uma interferência ao nível mental, muito para além do físico.

    Jamais me viu escrever a pena de morte como punição. Não é olho por olho, não é filosofar sobre assuntos concretos e clínicos. Filosofar sobre uma opinião clínica é demasiado para a minha camioneta. Sou mais lógico... deixo isso para os especialistas, não sou assim tão pretensioso.
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    Sarin 10.10.2018 14:24

    Não é pretensiosismo, Pedro, é pensar nas consequências e nas semelhanças. Pensar no que distingue uns mecanismos de outros, e o que impede que de uns se passe para outros - apesar da volubilidade do ser humano, claro.

    A prisão limita o espaço, mas respeita o organismo individual. Tanto respeita que alimenta, cuida, tem espaços e tempos de lazer e descanso. Tanto, que há quem clame terem os prosioneiros regalias a mais.

    Mexer no corpo... passada essa fronteira, qual o limite até à pena de morte?
    Numa visão simplista: "Meteste o pénis onde não devias, vais ficar sem o conseguir usar" é pouco ou nada diferente de "meteste a mão onde não devias, vais ficar sem a conseguir usar". Há países onde cortam a mão aos ladrões, e isso choca-nos. A castração de pedófilos só não choca porque mete crianças. Pela segurança das crianças um pai/mãe/familiar é capaz de matar. E mataremos sempre o filho de alguém, por isso as regras e por isso os princípios. Não é filosofia, Pedro, é a vida.
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    Pedro D. 11.10.2018 12:16

    A questão da falta de respeito pelo corpo e pela vontade é uma falsa questão. Quando alguém acamado quer morrer (eutanásia), mas o Estado continua a obrigar o sujeito a tratamentos, não está a invadir o corpo? Quando retira orgãos de um corpo em morte celebrar, sem perguntar nada ao dador, não está a invadir o corpo? É muito complicado e deixo essa discussão para os especialistas em medicina e do "código deontológico".

    Não queira algum dia estar presa. Nada é como falam, sem saber cá fora, o que se passa lá dentro (como sociologo, já percorri muitas prisões)... Ali sim há violação do corpo e da alma.

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    Sarin 11.10.2018 12:38

    Não é uma falsa questão:

    EUTANÁSIA
    É o respeito pela decisão do próprio e o não reconhecer ao Estado o direito de decidir sobre a vida de terceiros que me faz ser a favor do direito de Eutanásia. Ao Estado, o que impede a Eutanásia é exactamente considerar a vida inviolável.
    Ambas as posições, contra e a favor, defendem o respeito pelo corpo - o Estado, a qualquer custo em defesa de quem vive, os pró-eutanásia porque o corpo faz parte da pessoa e as suas decisões são soberanas no que a si mesmo respeitam.

    DOAÇÃO DE ÓRGÃOS
    Está enganado. A sua decisão é soberana. A regra é que está invertida - presume o Estado que, não se opondo, concorda com a doação de órgãos. Mas pode proibi-lo, basta inscrever-se no RENNDA.


    Não disse que as prisões eram centros de lazer, nem sequer que cumpriam todos os requisitos para garantir a dignidade; a sobrelotação, a impreparação de muitos guardas fiscais (stress vs falta de formação), o declínio das estruturas, ...
    A violação do corpo e da alma é consequência, não objectivo, e daí as várias mudanças que se tentam introduzir.
    Numa castração compulsória, a violação da integridade do corpo é o objectivo. Uma questão de princípios.

    E a cada um os seus.
    Esta minha discussão pretende apenas mostrar como por vezes se podem violar os princípios que se defendem a propósito de soluções que apelam ao sentimento, como é o caso do crime de pedofilia (não confundir com a parafilia, como venho alertando)
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    Pedro D. 11.10.2018 13:19

    Voltamos a filosofia - presumo que tenha formação na mesma.

    "É o respeito pela decisão do próprio e o não reconhecer ao Estado o direito de decidir sobre a vida de terceiros que me faz ser a favor do direito de Eutanásia." - em qualquer dos casos realizar a eutanásia ou a não permissão da mesma, o Estado estará sempre a invadir o corpo, seja para o manter vivo, seja para concretizar a morte. Independentemente da vida ser inviolável. A soberania do próprio corpo é uma falásia, pois a liberdade do indivíduo sobre si mesmo está limitada pela sociedade - política, cultural, religiosa.

    Doação de orgãos - tem noção que uma larga faixa da população pouco mais sabe de informática do que ir ao facebook (mesmo as gerações mais novas 20/30 anos) dificilmente irá realizar a inscrição para não doar orgãos. Esta é a realidade, como disse "a regra está invertida". Logo o Estado invade o corpo sem permissão.

    Todos os crimes pressupõe uma pena. É o que estamos a falar, sendo esse o cerne da questão: A punição. O entendimento da mesma e qual deve ser, remeto mais uma vez aos especialistas.
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