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"Fake News"

Foi com a eleição de Donald Trump para a Casa Branca que as notícias falsas ganharam a atenção do mundo. Apesar de já cá andarem há muito tempo. Actualmente as eleições no Brasil estão na frente da tendência desinformativa. A mais recente polémica em Portugal, a envolver o Facebook e os sites no Canadá foi o mote para Portugal abrir os olhos para este fenómeno que veio confirmar o que muito suspeitavam: as redes sociais são usados para "decapitar pessoas" moralmente ou influenciar a intenção de voto.

 

As redes sociais escondem outro fenómeno. O efeito inverso: quando apanhados, muitos suspeitos escudam-se nas "fake news" para se livrarem das acusações. É assim em terras de Camões, como é em qualquer parte do mundo. A dificuldade está em descobrir o que é verdade e o que é mentira. O problema não é tanto as pessoas acreditarem nas fake news, mas sim, não acreditarem nas real news e nisso os media tradicionais têm culpa e não querem admitir. Muitas vezes são os próprios jornais a criarem as "fake news". Quantas vezes foi o extinto jornal "O Independente" a tribunal? Quantas vezes é que o CM já foi processado? Em ambos os casos dezenas de vezes...

 

A técnica é usada pela esquerda e pela direita - em Portugal temos alguns exemplos (a notícia do relógio milionário de Catarina Martins do BE ou o falso cartão da PIDE de Cavaco Silva, entre muitos outros). Muitos perguntam: como conseguem fazer isso? Nada melhor do que uma notícia inventada e sensacionalista que se torna viral, porque há um povo pronto para acreditar. A réplica nas redes sociais é a norma e o método mais eficaz para atingir os objectivos de propagar a notícia. Assim se faz política no século XXI. 

 

Ainda sou do tempo em que noticias falsas só no "Jornal do Incrível", enquanto os outros jornais esperavam ansiosamente pelo dia 1 de Abril para publicar noticias falsas. Outros tempos...

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